Consórcio em Ponta Porã: o que a carta de crédito resolve para o ponta-poranense?
Ponta Porã vive de dois calendários ao mesmo tempo. O do campo, com soja no verão e trigo, aveia e milho no inverno, e o da fronteira, em que o movimento das lojas acompanha o câmbio e o fluxo de gente pela linha internacional. Nos dois casos a compra grande costuma esbarrar no mesmo problema: falta o dinheiro à vista, e o financiamento cobra juros por anos. O consórcio troca essa conta por parcelas sem juros até a cota ser sorteada ou vencer um lance.
No campo, quem trabalha com duas safras gasta mais máquina. Por isso o produtor planeja a troca do trator ou da plantadeira pelo consórcio de máquinas agrícolas e usa a venda do grão como lance. Na estrada, o frete para Dourados pela BR-463 pede caminhão em dia, e o consórcio de caminhões ajuda a renovar a frota sem a prestação carregada de juros. Para quem roda entre a sede, as fazendas e os distritos, a picape costuma ser a primeira carta.
Na cidade, o comerciante que quer sair do aluguel olha o consórcio de imóvel comercial, e a família com carteira assinada pode somar o FGTS no consórcio de imóveis quando a casa é urbana e para morar. No Assentamento Itamarati, onde o leite paga as contas do mês, a moto para trabalho e o utilitário entram primeiro na lista.
Um ponto é próprio da fronteira: o contrato é brasileiro. A administradora pede CPF e faz o cadastro de quem entra no grupo, e a carta paga um bem comprado no Brasil, com registro no Detran ou matrícula em cartório. Quem mora em Pedro Juan Caballero deve checar primeiro se a empresa escolhida aceita quem tem residência fora do Brasil.
Antes de fechar qualquer plano, confira a autorização da empresa no site do Banco Central, compare a taxa de administração total e escolha uma parcela que caiba no mês de menor movimento, porque ninguém pode prometer quando a sua cota será contemplada. A simulação é feita pelo celular e não custa nada.
A ficha da cidade, os perfis de comprador e as regras da fronteira estão em Consórcio em Ponta Porã MS. Quem mora nas cidades de divisa encontra página própria em Dourados, Maracaju e Laguna Carapã.